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Secretaria de Estado da Defesa Civil do Distrito Federal

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Construção Civil

CONSTRUÇÕES PERIGOSAS

O recente episódio do Edifício Palace II, na Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, despertou nas pessoas uma atenção especial quanto às condições de segurança de seus lares. Uma espécie de "epidemia" ou "síndrome" contamina as pessoas fazendo-as pedir socorro urgente a diversos órgãos públicos, como a Defesa Civil. Parece que, de repente, qualquer trinca, qualquer infiltração é sinal certo de que o prédio vai ruir. Mas, na verdade, a situação não é tão séria. O desmoronamento de prédios por deficiências construtivas ou de manutenção constitui fato raro. Mas um pouco de precaução na compra de um imóvel novo, ou usado e a aplicação correta de métodos de conservação e manutenção, permitirão que o imóvel complete mais de um século de uso.

IMÓVEL EM MAU ESTADO DE CONSTRUÇÃO

Nas construções em que não há vigas nem pilares de concreto armado, mas as próprias paredes sustentam pisos e telhados que por sua vez apóiam essas paredes, não havendo conservação, o madeiramento do telhado apodrece causando queda deste e de parte das paredes.

Em consequência, o prédio fica vulnerável à ação das águas pluviais e do sol, comprometendo toda a estrutura.

INFILTRAÇÕES

As infiltrações tem duas causas principais: vazamento em algum ponto da rede hidráulica e deficiência de impermeabilização na laje do teto.

Em qualquer caso, a água penetrará no concreto e pouco a pouco atingirá a armadura de ferro provocando corrosão que aumentará a seção da ferragem; isto tem o efeito de pressionar o concreto e causar o início das rachaduras. Com o prosseguimento, pedaços do concreto começarão a cair, deixando a ferragem exposta e acelerando o processo de corrosão.
Este evento requer duas providências em caráter de urgência: reparos na parte afetada e estancamento da infiltração.

Pode não ser tão simples iniciar estas medidas porque será necessário determinar a quem cabe a avaliação e a execução das obras.

Em primeiro lugar recorre-se ao síndico. Se ele não quiser ou não souber o que fazer, é necessário contatar a Fiscalização Sanitária - que executará uma vistoria e determinará que obras deverão ser feitas, atribuindo um prazo para seu início. Se ainda assim, nada acontecer, será necessário recorrer à Justiça, seja por meio de um advogado ou diretamente a um Juizado de Pequenas Causas.


TRINCAS OU RACHADURAS

Qualquer construção, por seu peso, tende a provocar pequenos movimentos no solo em que se apóia. Estes movimentos de acomodação podem causar rachaduras nas paredes, no sentido horizontal (deitadas) ou no sentido vertical (em pé).

Este tipo de defeito pode ser devido também a simples rachadura do revestimento em virtude de alterações climáticas.

No entanto, rachaduras em diagonal ou em grande quantidade ou de rápido desenvolvimento indicam que algo grave poderá estar acontecendo, e que é necessário providenciar uma vistoria em caráter de emergência pela Defesa Civil.

Numa casa, de um ou dois andares, a sustentação da estrutura é feita pelas paredes. Num prédio de muitos andares, a sustentação é feita por pilares, vigas e lajes, e, é nestes pontos, em que possíveis rachaduras exigirão atenção.

Varandas, marquises e ornatos externos merecem também atenção constante. Por serem projeções da estrutura principal, seu método de ancoragem é crítico. Excesso de peso, modificações estruturais, ralos entupidos podem provocar colapso parcial ou total destes componentes.

Os ralos para escoamento de águas pluviais ou de lavagem das varandas devem ser mantidos livres de obstruções. A água neles aprisionada logo causará deterioração.

As marquises são ainda mais perigosas. Não são dimensionadas para peso, assim a água de chuva empoçada ou sucessivas camadas de impermeabilização poderão levar a marquise ao colapso, sendo este um incidente menos raro que o colapso total ou parcial dos prédios.

Além da falta de conservação, uma prática que tem causado problemas é a construção de acréscimos não previstos pelo cálculo original do prédio. Em 1996, no Rio de Janeiro houve um desabamento parcial de um prédio de seis andares, provocado por um destes acréscimos irregulares, em conjunto com infiltração de águas pluviais, causando mortes e destruição de alguns automóveis.

Um risco permanente de colapso é oferecido por um tipo especial de construções.
Tais edificações, consideradas históricas, tem baixo valor comercial não interessando aos seus proprietários, recuperá-las ou mantê-las. São simplesmente abandonadas, invadidas pela chamada população de rua, cuja ação predatória se une às condições de tempo para acelerar a deterioração do velho imóvel.

RACHADURAS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS (VIGAS E PILARES)

O aparecimento de rachaduras nesses elementos é sintoma de que a peça não está reagindo bem as forças que incidem sobre ela.

Obs.: As rachaduras de alvenaria apresentam-se em diversas direções, não sendo homogêneas. As rachaduras estruturais apresentam-se paralelas, geralmente em uma só direção.

 
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